E mais uma vez to aqui, morrendo de saudade, querendo te ver e torcendo para que você sinta o mesmo.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

17.02.2013 - faríamos 7 meses

Sobre as mãos que não sinto e os abraços que não mais tenho  


Não saberia descrever o que eu senti, e o que eu sinto é muito pouco para te escrever agora. Embora saiba, eu gosto de desafinar os meus acordes, desafiar previsões, e berrar aos sete cantos de mim mesma, que eu não te pertenço mais e que você foi o único abraço que roubou a graça de todos os outros quando misteriosamente fixou a tua vida na minha.
Nem tão pouco saberia patentear o sentimento que restou desde o nosso último aceno de adeus. Quando você finalmente bateu a porta e foi embora… Levando consigo todo o meu vocabulário sobre borboletas no estômago e olhos brilhantes. Por onde anda você? Por onde anda o você que eu tive a proeza de desvendar mas que agora desconheço? Me diz em qual esquina você se perdeu, moço. Diz e eu vou correndo te buscar ou me perder também.
Tu sabes que sempre teve o poder extremo sobre o meus lábios e que bastava duas palavras pra me tirar tudo o que de mais bonito eu tenho, tinha. Tu sabes que as minhas mãos quiseram o calor das suas como o amor nos quis, e você não soube dar. Na verdade, tu nunca soube de nada, e quando soube de mim, eu já estava longe de tudo. Longe do meu eu. Longe de ti. E tão perto de nós ao mesmo tempo.
Daqui, de longe, vejo tudo se perdendo aos poucos. E me agarro ao último laço que enlaça o nosso antigo desejo de sermos um. Suas palavras agora por mim são sentidas como farpas que definham e estilhaçam meu coração. Vocês não consegue sentir? Não vês que me machuca? Desde quando viraste uma pedra de gelo em forma humana?
Os nossos elos se desfizeram como açúcar se dissolve em água. E eu ainda possuo águas de saudade. Águas salgadas, meu bem. O enlace de fitas que prendiam o meu peito ao teu, se desfizeram. O coração sente, mas não bate. A boca diz o que a cabeça manda. E minha cabeça só me manda lembranças tuas; isso me emudece. Eu tenho tantas perguntas para lhe fazer, tantos machucados para sarar, tenho tantas culpas para te por, mas você me vem a noite um tanto mais bonito do que da primeira vez, soando-me como prece, e derruba todas as minhas vinganças. Tu é o desastre mais perfeito que me aconteceu nos últimas anos, e eu já me sinto completamente destruída em te abrigar aqui.

 E se vestígios meus ficarem em você, desculpe-me, promessas também se quebram.



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